quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O candidato comunista José Luís Alfélua

O candidato comunista José Luís Alfélua transporta-me para os tempos logo a seguir ao 25 de Abril de 74.
Alfélua é um homem cujas limitações intelectuais qualquer um com dois dedinhos de testa vê a milhas de distância.
Eu tinha-me apercebido, confrangedoramente, do que aqui digo aquando da exposição de um trabalho da Câmara da Murtosa na nossa Biblioteca sobre as murtoseiras que a meio do séc. XX vieram aos ranchos trabalhar para as secas do bacalhau em Alcochete. Minha mãe foi uma dessas mulheres que veio para a Pescal.
De tudo o que falou o vereador Alfélua atabalhoadamente, só me lembro de ter dito que a mãe veio também da Murtosa com outras mulheres, mas que não chegou a trabalhar nas secas.
Um homem manco de saber não pode ser um homem de poder. Outros exercerão esse poder por ele. Esta é a realidade.
Mas os partidos de esquerda invertem a realidade. Disso já sabia, há quarenta anos, o Jorge Velhinho. Uma vez, na Praceta Padre Cruz onde eu morava, deparei-me com ele a esperar pela Cândida que estava dentro da loja do Zé Ratinho e aproveitei para lhe colocar exactamente o problema de que era uma perplexidade para mim o facto de o Partido Comunista dar cargos de grande responsabilidade a pessoas simplesmente alfabetizadas.
Jorge Velhinho disse-me que eu não me deveria preocupar tanto assim; o importante eram os programas; que, de resto, se o Partido quisesse, poderia fazer do Paiuça o Presidente da Câmara.
A conversa com o Jorge Velhinho acabou; começam as minhas responsabilidades que estou disposto a assumir em sede própria.

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