segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Populismo

Quando percorremos os jornais por essa Europa fora, verificamos que um dos temas mais recorrentes recebe o nome de populismo.
Não me parece fácil definir o que é populismo porque o que temos são populismos de diferentes ideologias e espaços.
Na Europa, parece-me que a causa dos populismos está na globalização, na chegada imparável de estrangeiros e no terrorismo de origem islâmica.
Sigo com duas perguntas legítimas: a globalização é para todos ou só para os poderosos? As políticas da União Europeia para imigrantes e terrorismo protegem a Civilização Ocidental Judaico-Cristã ou acabam com ela? Ora se estas perguntas não recebem respostas e acções concretas, como nos vamos surpreender com os populismos cada vez mais avassaladores?
Em Marafuga, João, O Ti Pedro das Hortas, Chiado Editora, Lisboa, 2013, escrevo: «Os problemas avolumar-se-ão, e o povo, levado pelo medo, entregar-se-á às mãos dos seus próprios algozes. Em troca de uma côdea de pão e alguma segurança, entregaremos a nossa liberdade e aceitaremos viver numa ditadura totalitária. Quando isto for, muitos e muitos nem sequer terão consciência de que são escravos. E assim, o tenebroso projecto da Nova Ordem Mundial estará consumado» sic.
O que me parece deveras ridículo é que Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, seja levantado em bode expiatório pelos paladinos de uma Europa Unida.
Jornais e televisões arrasaram Trump desde o começo até ao 8 de Novembro último, dia do triunfo espectacular  deste homem indómito, continuando a fazê-lo sem se darem conta da própria decadência.  

2 comentários:

  1. Jornais por essa Europa fora zurzem o populismo sem se pouparem a discursos encomiásticos à volta de Fidel Castro, quando este foi um populista da pior espécie à face da terra.

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    1. À face da terra... se calhar... há populismos e populismos!

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