quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O celeiro da FNPT em Alcochete




Este é o celeiro de Alcoutim porque o de Alcochete foi barbaramente destruído durante o consulado de Miguel Boieiro


No segundo lustro dos anos 30, a Comissão Administrativa de Obras em Celeiros ( Ministério das Obras Públicas e Comunicações) construiu 300 celeiros em todo o País e entregou-os à Federação Nacional dos Produtores de Trigo, organismo criado pelo Estado Novo para regular o preço dos cereais.
A Alcochete coube um celeiro de 500 toneladas construído no Moisém que distava seis quilómetros da estação de caminho de ferro mais próxima (Montijo).
A destruição deste edifício que fazia parte da nossa História Local e museu a céu aberto está entre as barbaridades mais trágicas acontecidas em Alcochete depois do 25 de Abril, só comparável à destruição do nosso pelourinho nos anos sessenta do séc. XIX.
Sei que, por todo o País, vários destes celeiros foram recuperados para o exercício de actividades culturais, a saber, transformados em salas de espectáculos. 
Em Alcochete, por exemplo, o edifício poderia ter sido adaptado e entregue a um grupo de teatro para ensaios e representações.
A justificação de que o espaço ocupado pelo celeiro foi vendido para, com o dinheiro realizado, construir uma escola, repugna a minha consciência de munícipe responsável, porque, aceitando-se essa lógica, amanhã, um tresloucado presidente camarário quererá destruir a capela de Nossa Senhora da Vida a favor de um qualquer projecto de duvidosa solidariedade.

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