sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A Assembleia Nacional ao tempo da Revolução Francesa por Edmund Burke

«A Assembleia [...] representa a farsa da deliberação com tão pouca decência quanto liberdade. Seus membros actuam quais cómicos de feira perante uma audiência turbulenta; actuam entre os gritos tumultuosos de uma estranha multidão de homens ferozes e mulheres desavergonhadas que os dirigem, controlam, aplaudem ou assobiam, segundo suas insolentes fantasias; algumas vezes se sentam entre eles dominando-os com uma mistura própria de petulância servil e de insolente e presunçosa autoridade. Como inverteram a ordem em todas as coisas, a galeria tomou o lugar da sala. Esta Assembleia, que destrona reis e derruba reinos, nem sequer tem o aspecto e a aparência de um corpo legislativo sério [...]. O poder que lhes foi dado é como o do espírito do mal; é o poder de subverter e destruir, porém não o de construir, excepto quando se trata de fabricar instrumentos eficazes para conseguir mais subversão e mais destruição» (tradução ad litteram).

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