sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A situação política no meu País

Caros amigos, o facto de andar a escrever um livro absorve-me completamente, o que explica a minha ausência neste blog... quase há dois meses.
Sabem... é que eu só faço razoavelmente bem uma coisa de cada vez. Sempre fui assim ao longo da minha vida, verificando hoje que o saldo desta minha postura sempre me favoreceu.
Mas a situação política no meu País não me permitia mais delongas. Eis-me aqui, portanto, a emitir a minha opinião... só possível pela lição de Olavo de Carvalho.
Meus bons amigos, a esquerda hoje já não é o que era. A antiga hierarquia vertical que vinha de cima foi trocada por uma organização mais flexível.
Sabemos que, por exemplo, bloquistas e comunistas, são contra a União Europeia, contra o euro, contra a NATO, etc., e os socialistas a favor. Nesta base, interrogamo-nos como aqueles se entenderão com estes e vive-versa. Ora nos tempos que correm as coisas não são bem assim, já que e cada vez mais a esquerda hoje é um movimento que tende a unificar-se e organizar-se sem nenhuma ideologia definida, tornando válidos todos os discursos políticos que sirvam essa tendência.
E por quê? Porque a unidade ideológica dá lugar à unidade estratégica.
Quer isto dizer que o discurso do ódio de bloquistas e comunistas até há poucos dias atrás relativamente ao partido socialista é parte integrante do jogo esquerdista desde que não prejudique a convergência para a actuação conjunta.

4 comentários:

  1. Acabo de ler no EXPRESSO electrónico: "Presidente do Partido Popular Europeu diz que o PCP defende posições em Bruxelas contrárias às que defende em Portugal".
    Vejam como o espírito do meu texto condiz com isto e vice-versa.

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  2. Hoje, no Expresso electrónico, pode ler-se uma notícia sob o título: "PCP e BE votam ao contrário do PS em Estrasburgo".

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  3. Eu acabo este meu texto com a expressão "actuação conjunta" e hoje o PCP fala em "posição conjunta" com o PS.

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  4. Neste texto (16/Out./2015) eu falava na "...convergência para a actuação conjunta" e no acordo assinado ontem entre socialistas e bloquistas fala-se em "valorizar [...] os pontos de convergência".

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