quinta-feira, 19 de março de 2015

Faço 65 anos

A partir de hoje sou um "official senior citizen" ...com obrigações, obviamente, mas também com direitos.
Com o direito de olhar para trás e concluir que o saldo da minha vida foi positivo, embora as quedas fossem muitas...umas por estupidez própria, outras por inveja...porque ao fim e ao cabo eu sempre me levantava cheio de forças para confusão dos que me queriam destruir. Não conseguiram porque eram completamente impotentes para o tiro àquilo que realmente me interessava na vida.
Do que mais me envergonho na minha vida é das ilusões de esquerda que eu tive depois de Abril de 1974 e durante tempo considerável.
A leitura de meia dúzia de textos de Olavo de Carvalho, filósofo que me foi apontado por um colega de Filosofia, fez-me ver imediatamente que tudo o que pensava em termos políticos era do pior lixo...digno do mais asqueroso contentor.
A metanoia que se operou em mim foi a minha salvação, embora há mais de vinte anos lute contra ventos e marés.
Depois de me chamarem os piores nomes que se podem chamar a um homem, chamam-me agora o que realmente eu sou: um intelectual.
Claro que não é o deles o meu conceito de intelectual. Este não pode recair sobre a cabeça de um homem de esquerda que tudo o que diz se insere no politicamente correcto, estratégia totalitária. 
É com o fito de sempre que nesta minha terra de Alcochete me chamam de intelectual: o lançamento para a margem. De facto, os homens comuns de todas as classes opõem-se aos verdadeiros intelectuais.

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