domingo, 15 de fevereiro de 2015

Da inteligência a Sócrates

Nós vemos pessoas inteligentes na esquerda política. Não podemos negá-lo.
Se nos dermos ao trabalho de pesquisar o percurso desses políticos, descobriremos que não poucos deles subiram à custa de legislação dita, eufemisticamente, fracturante.
Por exemplo, a primeira intervenção de Sócrates enquanto deputado na Assembleia da República circunscreveu-se à defesa de um projecto-lei a favor da prática do nudismo em Portugal (1987). A interpretação sumária deste facto é que este homem aproveitou o nudismo para dar nas vistas perante os seus pares. O que poderá estar por trás disto? A minha resposta é esta: a libido dominandi.
Aqui chegado, posso perguntar o seguinte: a libido dominandi poderá levar àquele exercício do poder que beneficie verdadeiramente uma sociedade? Penso que não.
A inteligência é uma das nossas faculdades cuja definição escapa a muita gente. Ela é a coragem para a busca da verdade. Esta por sua vez é a subordinação ao real. Ora aqui é que Sócrates falhou porque se quis pôr acima do real, invertendo-o. Eis o mal.
Em conclusão, a capacidade, a inteligência e a vontade são faculdades do homem que podem levantar este ao mais alto céu ou precipitá-lo no fundo profundo do abismo.



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