quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Outra vez o GUIA DE EVENTOS da Câmara de Alcochete

O Guia de Eventos da Câmara Municipal de Alcochete, Nov./2013, só hoje distribuído à população, dirige-se ao público escolar através de uma pequena mensagem cujo teor é o seguinte: «O Serviço Educativo do Museu Municipal ajuda o público escolar a conhecer melhor a história, o património e as tradições que distinguem o concelho de Alcochete [...]» (negrito meu).
A seguir vem o elenco de várias actividades, nomeadamente "A Presença Romana em Alcochete", sem que eu, por mais voltas que dê em torno do meu próprio eixo, consiga inteligibilidade sobre a razão por que não se refere A Presença Árabe em Alcochete.
Quais são as provas, em termos da ciência História da Língua, de que o topónimo Alcochete não venha do Árabe?
Quais são as provas de que a Igreja Matriz não foi levantada no mesmo chão a partir de uma mesquita árabe?
Os azulejos do coruchéu da torre da Igreja Matriz não são moçárabes? E se são, como é que eles vieram aqui parar?
E como justificar a abundância de pátios ainda existentes na vila, vários já desaparecidos depois do 25 de Abril de 1974? E as adufas? E as varandas e respectivas colunas, caso do Solar Velho, barbaramente destruído depois do 25 de Abril de 1974? (dizia-se Solar Velho por oposição ao Solar Novo no Largo do Troino).
Meus amigos, não há paciência!
Se o Museu Municipal se descuidar mais alguma vez, eu tenho que indagar do(a) responsável ou responsáveis por estas irresponsabilidades e denunciá-los aqui à população.

3 comentários:

  1. O responsável por essa coisa estapafúrdia de que Alcochete deve pouco ou nada à presença árabe é o Miguel Boieiro.
    Mas ninguém pense que o homem é maluco. Ele é apenas coerente com a ideologia que lhe vai na alma.
    A essa mesma coerência se deve o "interesse" que o homem tem pelas plantinhas.
    Às vezes oiço idiotas a dizem: "alguém tem alguma coisa contra que o homem goste de plantas?"
    Ó meu Deus!...Ó meu Deus!...Ó meu Deus!...

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  2. Corrigenda: "às vezes oiço idiotas a dizerem..."

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  3. Desde jovem que eu tenho a percepção de que a ignorância do outro é uma ameaça à minha liberdade.
    Aquele que vive da ignorância do outro tem alma de escravo.

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