quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O narrador...essa entidade fictícia

Perante um linguajar, quiçá bambo, que professores universitários têm face à relação de narrador e autor, eu aqui afirmo, sem rodeios, que o narrador é distinto daquele que escreve, o autor, mas não separado.
O narrador é distinto mas não separado do autor tal como a minha cabeça é distinta mas não separada do meu tronco.
O discurso que parece insinuar ou aparentar a separação entre narrador e autor visa desresponsabilizar o escritor, essa entidade civil, daquilo que escreve.
Assim, pelo furor da mente (per mentis furorem) elimino do meio dos homens as visões que não são as minhas...tudo isto sob a capa da arte.
Eu posso manipular as palavras, denegrindo a História de Portugal, o dogma da Trindade, a família?
Não!
Eu sou responsável e posso ser responsabilizado por aquilo que escrevo...mesmo quando escrevo sob o registo literário, isto é, artístico.

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